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Para o Presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker

Introdução

O antigo presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, acabou de se tornar chairman da Goldman Sachs, um dos bancos que esteve mais implicado na crise económica de 2008. Barroso tem uma vantagem no seu novo emprego: sabe perfeitamente que cordelinhos puxar na Comissão Europeia.

Texto da petição

Detentores de cargos públicos não devem aproveitar-se dos seus contactos e influência para beneficiar poderosas empresas multinacionais. Acabemos com as portas giratórias entre a Comissão Europeia e as grandes empresas. Queremos uma revisão total das normas que regulam onde podem trabalhar os comissários europeus após of fim do seu mandato.

Deve ser interdito aos antigos comissários aceitar qualquer posição que represente um conflito de interesses com o seu cargo anterior até que passem pelo menos três anos desde o fim do seu mandato, incluíndo empregos que impliquem lobbying directo e indirecto da UE.

Para além disso, é necessária a criação de um comité de ética transparente e independente que possa tomar decisões e aplicar sanções quando as normas não são respeitadas.

Por isso, pedimos que retirem a Barroso os direitos à pensão da Commissão.

Por que é importante?

A Goldman Sachs, a sociedade bancária que desempenhou um papel central na origem da crise financeira de 2008 [1], acaba de encontrar uma maneira fácil de garantir que a UE cuide dos seus interesses: contratou Durão Barroso, ex-presidente da Comissão Europeia [2].

Barroso ganhou uma grande influência política, contactos e informação interna privilegiada através do seu cargo público, que pode agora usar para o benefício de um dos mais polémicos grupos financeiros, que já gasta mais do que um milhão de euros a influenciar a UE [3].

Trata-se de um sinal claro de que as nossas instituições europeias permitem que a sua agenda e política seja dominada por bancos e multinacionais. São necessárias regras fortes para o prevenir e sanções caso não sejam cumpridas. O Presidente Francês, dezenas de membros do Parlamento Europeu e funcionários descontentes da UE já manifestaram abertamente as suas críticas [4] mas a Commissão continua sem se pronunciar, apesar do número de casos de portas giratórias continuar a aumentar[5]. Uma grande comunidade de cidadãos europeus a gritar em uma só voz exercerá a pressão necessária para os obrigar a tomar acção.

Assine para impedir que ex-políticos vendam a sua influência a multinacionais!

Esta petição é feita em colaboração com ALTER-EU (The Alliance for Lobbying Transparency and Ethics Regulation)

Referências

[1] https://www.justice.gov/opa/pr/goldman-sachs-agrees-pay-more-5-billion-connection-its-sale-residential-mortgage-backed

[2] https://www.theguardian.com/business/2016/jul/08/jose-manuel-barroso-to-become-next-head-of-goldman-sachs-international

[3] http://corporateeurope.org/revolving-doors/2016/07/barroso-and-goldman-sachs-dangerous-liaison

[4] http://www.politico.eu/article/jose-manuel-barrosos-new-job-at-goldman-sachs-angers-eu/

[5] https://euobserver.com/opinion/134484

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